
Entre as diferentes histórias de fé presenciadas por mim em quase oito anos de atividade em Grupo de Jovens, chama a atenção a maneira como as pessoas são tocadas por Deus. Algumas, logo cedo, incentivadas pelos familiares a participar da vida em comunidade. Outras, ao contrário, levadas a Ele por distintos caminhos. Em comum nessas histórias, o fato de terem suas trajetórias totalmente alteradas pelo imenso poder do Pai.
As reuniões do ONDA, do ROTA, do COR e também as aulas de catequese de Crisma, movimentos da paróquia Nsa. Sra. de Fátima (no bairro IAPI) liderados por jovens, são cenários constantes de emocionados depoimentos de fé. Freqüentando esses grupos, conheci pessoas que participam da Igreja desde crianças. Suas famílias, acertadamente, caminham na estrada de Cristo e levam consigo filhos e parentes. Para elas, Jesus é apresentado ainda na infância e sua fé cresce concomitantemente ao seu amadurecimento físico e pessoal.
Outros, porém, encontram o Senhor fora do ambiente familiar e, muitas vezes, acabam evangelizando pais e familiares. Temos muitos exemplos de casos como esses. Entre eles, o de uma mãe que teve sua vida modificada por Deus depois que a filha participou de um retiro de jovens. Em certa ocasião, ela disse:
- “Os olhos de minha filha brilhavam tanto que eu precisava conhecer o Deus que a havia deixado assim”.
É esse Deus que modifica, que estende a mão e abre os braços, que cura a alma e limpa o coração, que deixa marcas visíveis como um olhar brilhante e um sorriso largo, que devemos cultivar em nossa alma. Não importa se Ele é um velho amigo ou ainda um desconhecido. Basta abrirmos o coração e nos deixar tocar pela doce brisa do Espírito Santo, e Ele fará acontecer maravilhas.
Em minha história, Deus apareceu de repente, através de uma amiga. Quando me senti triste e só, Ele a utilizou como instrumento para me abraçar e me perdoar. Foi amor à primeira vista! Desde o nosso primeiro encontro, em uma noite de terça-feira, Ele entrou em minha vida e não saiu mais. Depois de mim, minha irmã também O conheceu e, como não poderia ser diferente, se apaixonou.
Quero, hoje, convidá-lo a receber Jesus em sua casa. Ele é paciente e respeita nossa vontade. Só irá entrar se for convidado, mas estará sempre por perto, esperando pelo nosso chamado. Assim como na vida de muitos desses jovens com os quais convivo, desejo que Ele entre e receba um lugar de honra em sua mesa de jantar, seu quarto, sua sala e, principalmente, na sua vida e na de todos nós!
Cibele Braun.
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